sexta-feira, 15 de julho de 2011

Mundo Girassol

Bons dias e boas noites! Assim começo a despedida deste blog, para dar início a um outro.  Escrevi neste blog por tanto tempo! Anos que se passaram e não couberam mais. Percebi que o nome, os textos e a maneira que escrevia já não era compatível. Por isto "Mundo Girassol" foi recém criado pela necessidade da mudança.
Aqui ficam lembranças muito boas e um enorme carinho pelos leitores e incentivos de todo este tempo. Obrigada pelos comentários (feitos aqui ou não), pelas palavras divididas e pela leitura que fiz de vocês também.

E, sem adiar mais, sintam-se convidados:

http://www.mundogirassol.blogspot.com/

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Paranóia

04:26 da manhã e os meus pensamentos como facas amoladas. Antes rasgassem a carne, fraca e dolorosa por si só. Pois só doem de fato quando alcançam a fortaleza do impalpável, transformando-a em verdades (nem sempre) concretas.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Este cansaço que não se cansa e a minha cabeça, que não é das melhores, também não ajuda. Comprei uma agenda para anotar compromissos mas esqueço de usá-la. Sabe? Quando é tanta coisa para fazer e você só consegue pensar em quanta coisa falta e não age. Eu estou indo em atropelos, mas ir é o que importa. Tirei uns dias de descanso mas sou do tipo de gente que enquanto não se resolve, não consegue paz. Tormento. Tudo bem. Vou começar pelas minhas coisas, arrumar a casa e lavar as roupas. Deus é mesmo fazedor de milagres por ainda me conceder a virtude de ter ideias, mesmo com a cabeça lotada. Escrevo no rascunho do celular frases soltas que não quero perder; esboço uma exposição artística na qual acabo de pensar; quero criar um novo blog; prometo ver tudo isto mais tarde. Minha vã agenda mental.
Lembrei que eu queria escrever outra coisa antes de começar: era sobre o momento do sono em que você (também dormindo) me puxa mais para perto e eu quase acordo. Escreveria um texto só para dizer  que esta hora (dentre todas as outras) é a que tem valido mais a pena. Como se o tempo se suspendesse neste momento e ficasse tudo em paz com seu aperto. Como se a gente não fosse acordar morrendo de fome e comer qualquer coisa para não chegar ainda mais atrasado. Como se a minha reunião de trabalho não estivesse marcada em sequência do almoço e como se não houvéssemos deixado de ir a praia nos últimos meses, enfim. Hoje fui ao centro da cidade e encontrei um vendedor de artesanato (era mexicano). Fui de interesseira conversar sobre o trabalho do homem, pois saber a respeito é o meu trabalho. Acabou que sentei ao seu lado e ele me ensinou o trançado indígena feito com linhas. Ajudei-o um pouco em troca de sua paciência. Fomos muito amigos e sorridentes até eu precisar ir embora.
Fiquei de voltar um dia (não sei para onde, quando se trata de um andarilho) prometemos nos ver, mesmo sabendo que era muito improvável. Não gravei o nome e, para falar a verdade nem sei se nos apresentamos, porque isto foi mesmo desimportante. Então ganhei algumas lembranças para amenizar a despedida e uma delas era um brinco. Pensei que isto era o que eu deveria fazer mais vezes e desejei que onde quer que você estivesse – qualquer dia – fizesse o mesmo. Olha, esta foi uma das coisas mais bonitas que já desejei, eu acho. A outra foi uma rede. (Quero ter uma rede e uma casa com varanda.) Mas disso eu falo outra hora.

sábado, 18 de junho de 2011

sozinha

A calma tarde de sábado me convida a reflexão. A casa vazia e desarrumada, quase como eu. Procuro a minha rotina para vestir, mas não sei se ainda me cabe. Sábado não é dia; daí me vem à cabeça a frase de Nelson, " O sábado é uma ilusão."
Começo a sentir falta do teatro, aliás, começo a ser só falta e vou ficando cada vez menos. A linha que me distancia dos meus sonhos de criança aumenta, e eu penso "por que?" se ainda dá tempo. Eu gosto de escrever. Eu gosto de pessoas. Eu gosto de loucura. Eu gosto de teatro. Eu gosto de conversar sobre astrologia, mesmo sem entender. Gosto das coisas que não entendo. Um dia farei mestrado sobre os meus "não-entenderes". A morte é coisa que não entendo, a vida também. Aí eu penso, " - Não". O sábado não é uma ilusão; os outros dias é que o são.